COLORIR PENSAMENTOS

HS SPECIALIST

CONSULTORA DE RH – CAPITAL HUMANO

FORMADORA DE COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL

BUSINESS E LIFE COACH

“Ajudo as pessoas a colorir pensamentos”

Identifico-me como uma pessoa dinâmica, criativa, fascinada pelo comportamento humano, apaixonada pela vida, pela procura da felicidade, bem-estar e realização pessoal e profissional.

Com uma visão aberta e criativa identifico, avalio e desenvolvo o talento e as competências individuais, de equipa e das organizações, para que se tornem maisconscientes,eficientese felizes,atingindo os resultados desejados e realizando-se plenamente na vida pessoal e profissional.

O meu propósito é facilitar mudanças positivas e duradouras.

‎"Se um dia tiver que escolher entre o Mundo e o Amor, lembre-se: Se escolher o Mundo ficará sem Amor, mas se você escolher o Amor, com ele conquistará o Mundo" - Albert Einstein

segunda-feira, 10 de março de 2014










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As crianças precisam, portanto, de autoridade. Ou, se preferir, duma lei. Uma lei, repito; não duas e, muito menos, três. A lei da mãe e a lei do pai têm de ser uma. Eles não precisam ser minuciosamente iguais em tudo mas têm de ser tendencialmente coerentes naquilo que exigem. E, já agora, sempre que há avós junto dos pais e dos filhos, a lei a que as crianças estão vinculadas é sempre à lei dos pais. Escusado será dizer que os conflitos de competências (entre os pais e os avós ou quando os pais utilizam aquela forma desesperada, segundo a qual, eles reconhecem que, ora ignoram as asneiras dos filhos ora os põem de castigo, por exemplo), são os melhores amigos de crianças agitadas e confusas em relação ao seu papel e às respetivas responsabilidades, porque esse nervoso miudinho é aquilo a que mais facilmente se chega quando não há uma única lei. 

Mas uma lei precisa da assembleia da república e dos tribunais. Ou seja: necessita de quem a defina e de quem a faça cumprir. Portanto, os pais têm, também, de fazer, por vezes, um papel parecido com o de um tribunal. Qual é a fórmula? Sempre que “o nariz” dos pais sente que uma criança está a ir para além do que eles sintam como razoável - sem explicarem, sem negociarem e sem se justificarem... Avisam-na duas vezes e estão proibidos de a avisarem três! Depois de abrirem para amarelo, ao segundo aviso, estão autorizados a fazer cumprir aquilo que entendem ser sensato. Nem que, para tanto, tenham de abrir os olhos, levantar a voz, respirarem para cima duma criança, mostrarem pulso firme quando a colocam no lugar de onde ela não deve sair ou, no limite, quando lhe dão uma palmada no rabo. (Ninguém está, como concordarão, a defender que se eduque a estalo! Mas, por vezes, há circunstâncias excecionais em que uma dor física sinaliza um interdito. E protege! Se for assim, é mais clara e faz menos estragos do que mil explicações!) Curiosamente, a grande maioria dos pais usa uma palmada mais vezes num filho mais velho que no mais novo. Não tanto porque o mais novo seja mais atinado; mas porque a firmeza serena dos pais se tornou mais apurada.

Porque não os castigos, perguntará para si? Porque todos os pais de coração grande têm a cabeça quente. E porque, mal põem o pé dentro de casa, contam até 100, para não se zangarem. E, às vezes, deixam passar uma, duas, três e quatro asneiras e zangam-se à quinta, por uma porcariazinha sem sentido, com juros de mora. E desfiam coimas: vais para o quarto pensar (os brinquedos duma criança estão no quarto, certo?), e ficas sem isto e sem mais aquilo e, passados 30 minutos, as coimas têm uma revisão em baixa até que, pouco depois, se dá o perdão da dívida... Ora, excluindo as circunstâncias em que haja asneiras XXL, os castigos correm o risco de ser tão banais que, às vezes, parecem as dívidas de algumas empresas públicas: mais 1000 milhões de dívida sobre tudo o resto que já se deve é tanto, e tão improvável de se saldar, que muitas crianças reagem com uma aparente indiferença. Tal é o défice! A regra é, então: nunca deixe passar uma asneira, por favor! E avise duas vezes, zangue-se à terceira, poupe nos castigos, não amue nem faça birra, dê colo, a seguir, e a vida continua... Em via verde!

Mas há um se nisto tudo: as crianças estão proibidíssimas de fazer maldades aos pais! Quer com aquilo que dizem, quer com o modo que usam para dizer seja o que for, quer com um ou outro esgar (de desprezo, por exemplo), quer na forma como desafiam ou, até, como dececionam. Por outras palavras: se os pais são certinhos com as rotinas e com as regras e se facilitam no modo como, de vez em quando, deixam passar uma maldade que os filhos lhes façam, estragam tudo. Porque é como se existisse um Código Civil, lá em casa, e, entretanto, o Código Penal tivesse ido de férias. Estragam tudo, repito. Porque se falham aqui, as crianças sentem os pais como se eles fossem de gelatina. E esse treme-treme aconselha-as a pouparem no modo como cumprem as regras, levando-as a reagir numa atmosfera do género: “o ar é de todos!” Que faz com que, de príncipes e de princesas, passem a pequenos-ditadores estando a um simples degrau de virem a ser adolescentes tiranos. A regra será, então: sempre que o “seu nariz” sente dor no modo como o seu filho está a reagir, não avise nem uma vez. Abra, diretamente, para vermelho! Exija um pedido de desculpas, a seguir. E durma em paz porque, desse modo, está a “formatar” uma criança espontânea mas bondosa!
Aceite, por fim, um conselho: nunca mais diga que é o colo que estraga uma criança! Abuse no colo, se entender. Mime, sempre que o seu coração estiver para aí virado. Mas não se esqueça que aquilo que estraga uma criança são ritmos, rotinas, regras e maldades fora do lugar! Mais nada do que isso. Está, então, nas suas mãos, em conjunto com o(s) seu(s) filho(s) - dia a dia, sem direito a férias, a fins de semana ou a greves de zelo - responder com sucesso a um concurso do género... mostra que sabes mandar!...

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